Quadrilha do ‘chupa-cabra’ presa por fraudar idosos em caixas eletrônicos
Com as informações em mãos, os criminosos retornavam ao caixa eletrônico e efetuavam saques e transferências bancárias fraudulentas.
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de cinco indivíduos na quinta-feira (13), suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em aplicar o golpe conhecido como “chupa-cabra” contra idosos na Zona Leste de São Paulo. A organização criminosa atuava em diversas cidades do interior paulista, tendo como principal alvo correntistas da terceira idade.
As investigações apontam que o grupo criminoso instalava um dispositivo fraudulento em caixas eletrônicos, com o objetivo de reter os cartões bancários das vítimas. Esse dispositivo, que dá nome ao golpe, impedia a devolução do cartão após o uso.
A ação policial, conduzida por agentes do GARRA/DOPE em apoio à Divisão de Capturas e ao DEINTER-8, cumpriu oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão. A polícia apurou que os criminosos agiam preferencialmente entre sexta-feira e domingo. O esquema consistia em instalar o equipamento nos caixas eletrônicos, aguardar a vítima ter o cartão retido e, em seguida, abordá-la sob o pretexto de oferecer ajuda.
A estratégia da quadrilha incluía a divulgação de falsos números de atendimento bancário em papéis deixados nas agências. Ao ligarem para esses números, as vítimas eram atendidas por membros do grupo que se passavam por atendentes e solicitavam dados pessoais e senhas. Com as informações em mãos, os criminosos retornavam ao caixa eletrônico e efetuavam saques e transferências bancárias fraudulentas.
Segundo o delegado responsável pela operação, a investigação teve início há um ano e é crucial para interromper a atuação de uma quadrilha altamente organizada e com grande mobilidade, responsável por golpes sofisticados que causam prejuízos significativos a vítimas em diversas cidades do estado. A ação visa não apenas interromper a atividade criminosa, mas também identificar outros membros do grupo, fortalecendo a responsabilização dos envolvidos e a proteção da população.
O inquérito policial foi instaurado para investigar crimes de furto qualificado mediante fraude e associação criminosa. As investigações tiveram início após o registro de golpes semelhantes em 2024, em Palmital. As diligências revelaram que se tratava de uma quadrilha estruturada, com divisão de tarefas e atuação em cidades como Presidente Venceslau, Martinópolis, Ourinhos, Cândido Mota, Piraju e Junqueirópolis.
A Polícia Civil destaca o alto nível de organização do grupo, que combinava técnicas de engenharia social e manipulação tecnológica para enganar as vítimas. A complexidade da fraude exigiu a adoção de medidas cautelares para garantir a responsabilização dos envolvidos e prevenir novos crimes.
Fonte: g1.globo.com
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